Presidente da Fifa cita dupla Fla-Flu para falar de venda de jogadores brasileiros

Foto: Reprodução FIFATV

O presidente da Fifa, Gianni Infantino, falou pela primeira vez depois de sua reeleição, nesta quarta-feira (05), no 69º Congresso da federação. E ao ser questionado sobre a desigualdade entre os clubes europeus e os sulamericanos, o mandatário citou a dupla Fla-Flu para falar da exportação de jovens promessas brasileiras para clubes que não são do primeiro escalão no Velho Continente.

Se os jogadores vão embora para o Real Madrid, então ok. Mas nem todos vão para o Real Madrid. Então por que não ficam no Flamengo? No Fluminense? No Santos? O garoto que surge num clube brasileiro ou português, se ele fica um pouco mais, se ele tem a chance de jogar um Mundial de Clubes e aí sim ir direto para o Real Madrid.

De fato, o presidente da entidade máxima do futebol tem razão quanto aos clubes cariocas. Nos últimos anos, principalmente Flamengo e Fluminense precisaram vender jogadores para poder fechar o ano no azul. Os garotos do Ninho e os moleques de Xerém fazem sucesso entre os olheiros europeus e movimentaram as janelas de transferências. O Por Dentro do Gol vai relembrar duas importantes negociações recentes da dupla carioca para clubes que não são considerados gigantes na Europa.

Flamengo

O rubro negro aumentou o investimento nas suas categorias de base nos últimos anos, e recentemente começou a colher os frutos. Em 2016, a geração que venceu a Copa São Paulo de Futebol Júnior contava com Lucas Paquetá comandando o meio campo e Felipe Vizeu como centroavante. Os jogadores foram negociados com clubes italianos. O Flamengo ainda tem no seu histórico a venda de Vinícius Júnior para o Real Madrid.

Na janela do meia do ano de 2018, o atacante Felipe Vizeu foi comprado pela Udinese, da Itália, por U$ 6,5 milhões, valor que correspondia, à época, a cerca de R$ 20 milhões. No momento da venda, o Flamengo sofria para achar um centroavante titular e a torcida reclamou da transferência.

Vizeu comemora gol contra o Bangu no ano em que subiu ao profissional (Foto: Gilvan de Souza / Flamengo)

Já Lucas Paquetá, ficou mais tempo no time, se tornou a principal peça do elenco na temporada passada e chegou até à seleção brasileira. Mas antes do ano acabar, o meia foi vendido ao Milan, também da Itália, por € 35 milhões, por mais que a multa rescisória fosse de € 50 milhões. O Flamengo arrecadou R$ 106 milhões de acordo com a cotação da época.

Paquetá brilhou na temporada 2018 e foi o grande destaque do time no Campeonato Brasileiro (Foto: Satff Images / Flamengo)

Fluminense

O tricolor das Laranjeiras tem um histórico de sucesso na sua base. Entre os famosos moleques de Xerém que já alcançaram o auge na Europa estão Marcelo e Thiago Silva. Recentemente, o Fluminense também acertou duas vendas para o o futebol da Inglaterra. Richarlison, que já joga a Premier League, e João Pedro, que ainda vai para a Terra da Rainha, foram os respiros financeiros do Fluminense.

Richarlison não é cria do Fluminense, mas ainda jovem foi contratado do América-MG e fez sucesso nas laranjeiras. Tanto sucesso que o Watford ficou encantando com o jogador e desembolsou € 12,5 milhões pela joia. O tricolor tinha direito a 50% do valor e ficou com R$ 23 milhões. Depois recebeu mais R$ 17 milhões pela transferência do jogador para o, também inglês, Everton.

Richarlison em ação pelo Fluminense em 2017 (Foto: Lucas Merçon / FFC)

O mais recente vendido ao futebol inglês pelo Fluminense é João Pedro. O atacante acertou sua transferência quando ainda tinha 17 anos e só vai para o mesmo Watford em janeiro de 2020. O valor da negociação, no entanto, não foi divulgado. Mas, segundo o site Globoesporte.com, o valor pode chegar a € 10 milhões, o que representa R$ 44,6 milhões para os cofres do tricolor.

João Pedro já virou xodó da torcida com início embalado em 2019 (Foto: Lucas Merçon / FFC)

Ivaldo Lobato

Sou estudante de jornalismo e comecei minha trajetória no radiojornalismo em 2017, quando fui repórter da rádio Top Rio Fm e da webrádio Rede Show de Bola, onde eu acompanhava o dia a dia dos quatro grandes do Rio e fazia a cobertura das partidas. Hoje em dia, sou estagiário na assessoria de imprensa do TCE-RJ e dedico o tempo livre que tenho ao que mais gosto: futebol.

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