Estatísticas em campo: Botafogo e Santos entram em campo e escutam o apito do juiz para marcar falta

Apita o árbitro. Falta marcada. Essa situação já virou rotina nos jogos de Botafogo e Santos nas dez primeiras partidas do Campeonato Brasileiro. Neste domingo, às 11h, os dois times chegam no Nilton Santos, pela 11ª rodada, como líderes das estatísticas de faltas. Por um lado, o Glorioso é o time que mais sofre faltas, enquanto o Peixe é a equipe que mais comete infrações nas partidas.

Para analisar esse confronto, seria fácil falar do estilo de jogo de Eduardo Barroca que preza pela posse de bola. Ou até mesmo, seria simples argumentar sobre o sistema arrojado de Jorge Sampaoli de atacar a todo custo. O Por Dentro do Gol, entretanto, levantou estatísticas dos dois clubes no Brasileirão que apresentam os efeitos colaterais das ideias dos técnicos.

Arte de Eduardo Barroca e Jorge Sampaoli lado a lado dando instruções nos seus treinos
Embate entre Barroca e Sampaoli promete bom jogo de se ver (Fotos: Vítor Silva / Botafogo e Ivan Storti / Santos FC)

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Faltas sofridas

O Botafogo de Eduardo Barroca troca passes com muita paciência. Os jogadores não têm medo de ver o tempo passar no relógio e abusam da posse de bola. Isso quer dizer que os jogadores do Botafogo são mais caçados que caçadores, e por isso são os mais parados com falta no Brasileirão. Até aqui, foram 161 faltas marcadas a favor do Glorioso. Já o Santos, com suas 141 faltas sofridas, ocupa apenas a sétima colocação no ranking.

O curioso é que os jogadores do Botafogo rodam muito a bola no seu campo de defesa, no máximo no meio do campo, antes de chegarem ao ataque. Com isso, por mais que sofra muitas faltas, geralmente são contatos considerados normais pelos árbitros, que aplicaram apenas 13 cartões amarelos aos adversários do alvinegro carioca. Por outro lado, o Peixe, apesar de ser menos parado com falta, já provocou 29 punições aos rivais. O São Paulo lidera essa estatística com 35 advertências geradas ao oponente.

Faltas cometidas

O estilo de jogo do Sampaoli é de sufocar o adversário, principalmente nos minutos iniciais da partida. Isso vale quando o time tem a bola, e da mesma forma quando não a tem. Dessa maneira, os jogadores santistas param o jogo com falta na chamada “marcação pressão”. Líder da estatística, o Santos já cometeu 169 faltas, enquanto o Botafogo, 17º no ranking, parou o jogo irregularmente 61 vezes a menos. Ao todo, foram assinaladas 108 faltas contra o alvinegro carioca.

Vale destacar que o excesso de faltas eleva o número de punições da equipe santista. São 31 cartões amarelos e um vermelho, o que leva o Santos à segunda posição dos times que mais são punidos pelo árbitro (foi ultrapassado neste sábado pelo Fluminense, que já disputou seu jogo na rodada). Prova disso é que no elenco do alvinegro praiano seis jogadores já foram suspensos por acumularem cartões amarelos. Gustavo Henrique, Soteldo e Diego Pituca receberam quatro catões cada um. Alison, Derlis González e Lucas Veríssimo já foram anotados pelos árbitros três vezes.

A lógica, porém, mostra que a intensidade das faltas é diferente. Pelo lado paulista, é preciso cometer cerca de cinco faltas para receber um cartão amarelo. Da parte do Botafogo, as estatísticas evidenciam a marcação mais pesada do Brasileiro. Para os cariocas são necessárias menos de quatro faltas para uma advertência. Com isso, mesmo com poucas faltas cometidas, o Glorioso tem 29 cartões amarelos na conta e é o terceiro colocado na estatística.

Arbitragem

Quem vai comandar o apito no Nilton Santos será Heber Roberto Lopes. Apesar de ser um árbitro experiente, nesse campeonato ele só foi a campo em duas oportunidades. Nos dois jogos foram marcadas 54 faltas, distribuídos dez cartões amarelos e um vermelho.

Confira a equipe de arbitragem que atuará na partida que abre o domingo do futebol brasileiro:

Equipe de arbitragem escalada no site da CBF para a partida entre Botafogo e Santos
Reprodução: Site da CBF

*A reportagem foi baseada nas estatísticas fornecidas pelo FootStats.

Ivaldo Lobato

Sou estudante de jornalismo e comecei minha trajetória no radiojornalismo em 2017, quando fui repórter da rádio Top Rio Fm e da webrádio Rede Show de Bola, onde eu acompanhava o dia a dia dos quatro grandes do Rio e fazia a cobertura das partidas. Hoje em dia, sou estagiário na assessoria de imprensa do TCE-RJ e dedico o tempo livre que tenho ao que mais gosto: futebol.

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